Poeta José Geraldo Corrêa
Autor dos livros Amor e Sabre, Sentenças do Corpo e O Abajur Público.
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Término 

Permanece o nada, sequer o querer,
Até as raízes viram varizes expostas,
Hoje planícies, após serão encostas,
A meninice terá barba ao anoitecer.

A ampulheta opaca, presa na areia,
Não marca mais o tempo em coma,
O berço será túmulo, uma fria cama,
Já o almoço será servido como ceia.

Ao final a pele se embriagará de sal,
O coração lento pulsará na gordura,
O corpo vivo no crucifixo da moldura,
Vê pombos, ratos e letras de jornal.
 
Dado Corrêa
Enviado por Dado Corrêa em 26/04/2018
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